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Nossos textos


A fala que não cala: pela destituição do poder do analista
“[...] E há aquelas de quem não tenho vontade de falar, não tenho vontade de me afastar falando, não tenho vontade de falar com as palavras que se afastam das coisas, e o ruído de seus passos cobre as pulsações das coisas, e com as palavras que caem sobre as coisas e paralisam seu estremecimento, e as desafinam e as ensurdecem; temo a queda das palavras sobre sua voz.” Hélène Cixous, A hora de Clarice Lispector Na situação da análise, como em outros espaços, a fala do analis

Amanda
há 18 horas8 min de leitura


O estranho familiar como experiência corporal na leitura de Mia Couto
Mia Couto, figura singular da literatura lusófona, inscreve sua obra na hibridez própria das realidades pós-coloniais moçambicanas. Nascido em 1955 de uma família portuguesa, em Beira, Moçambique, o autor carrega em si a tensão identitária de um país onde o passado colonial e a multiplicidade de línguas – mais de vinte além do português, definido como idioma oficial – tecem um espaço de convergências e fraturas. Essa complexidade atravessa sua escrita, conferindo-lhe uma text

Amanda
4 de mai.3 min de leitura


Por uma psicanálise sempre por vir: entre lacan, derrida, irigaray e major
René Major aponta para uma contribuição à clínica psicanalítica na escrita derridiana, especialmente através do texto O carteiro da verdade ¹ — sobre a leitura que Lacan faz do texto de Poe, "A Carta Roubada". Isso significa que, embora Lacan tenha trazido importantes contribuições, seu pensamento não poderia ser totalizante — existem outras formas de ler, e é a isso que Major chama de " dar um passo a mais ". No entanto, esse passo a mais não significa renunciar a Lacan ou c

Gabriela
18 de fev.12 min de leitura


A escrita poética como convocação à desistência
Pensar a poesia com a psicanálise — ao menos como me arrisquei a fazê-lo — não visa, de modo algum, aprisioná-la em uma grade explicativa e redutora. Trata-se, antes, de tecer apostas, abrir questões e aproximar-se dessas zonas para além do sentido. Territórios que me magnetizam precisamente porque se esquivam, ali onde o indizível traça suas tramas de paixão. A escrita poética convoca a um descentramento: privada de respostas claras e satisfatórias, o pensamento convenciona

Amanda
3 de fev.5 min de leitura


Memória: um mal de arquivo
Qual é a relação entre a pulsão de morte e a memória? Entre pulsão de morte e arquivo? Como essas questões se relacionam ao famoso texto de Freud, O Mal-estar na Civilização ? Neste texto, me proponho a examinar estas interrogações através do Mal de Arquivo - Uma Impressão Freudiana, conferência de Derrida publicada em 1995. A palavra arquivo tem um sentido amplo: podemos pensar num caderno de notas, num documento – público ou privado, mas também nas nossas próprias memórias

Gabriela
6 de out. de 20258 min de leitura
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